Tons de melancolia
R$35,00
Autor: Lucas Gomes de Albuquerque
Autora-orientadora: Kelly Priscilla Lóddo Cezar
Ilustrador: Alexandre Jungles Carpes
Editora: Letraria
Ano: 2020
Páginas: 24
| Peso | 152 g |
|---|---|
| Dimensões | 21 × 14 × 1 cm |
Tons de melancolia
Jovens e adolescentes surdos enfrentam desafios que vão muito além da comunicação. Por isso, Lucas Gomes de Albuquerque, com orientação de Kelly Priscilla Lóddo Cezar e ilustrações de Alexandre Jungles Carpes, criou esta HQ bilíngue. Tons de melancolia aborda de forma sensível o adoecimento psíquico, a ideação suicida e a violência autoprovocada na comunidade surda brasileira.
A narrativa se passa em Curitiba e conta, por meio de traços delicados e coloração aquarelada, uma história que chega a qualquer surdo em situação de vulnerabilidade emocional. Além disso, as cores da obra carregam significados precisos: o azul representa a comunidade surda e sua identidade política, cultural e linguística; o amarelo simboliza a vida e o mês de prevenção ao suicídio; e o verde, que surge da mistura dos dois, representa o valor que cada vida surda tem.
Mais do que uma história em quadrinhos, Tons de melancolia é também uma ferramenta de prevenção e acolhimento. Com prefácio da psicóloga psicodramatista Karim Xavier da Silva e posfácio do psicólogo e pesquisador Vitor Franco, da Universidade de Évora, a obra dialoga com profissionais da saúde, educadores e familiares que atuam junto à comunidade surda.
Conheça mais HQs aqui
Kelly Priscilla Lóddo Cezar
Professora Adjunta da da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Campus Avançado em Jandaia do Sul. É pós-doutora pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). Doutora pelo Programa de Linguística e Língua Portuguesa da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – Campus de Araraquara (CONCEITO 6-CAPES), com período sanduíche na Faculdade de Letras de ÉVORA (2012). Atuou como professora-pesquisadora na Casa Pia de Lisboa e na Associação Norte Paranaense de Áudio Comunicação Infantil (ANPACIN). É Graduada e Mestre em Letras pela Universidade Estadual de Maringá/PR (UEM). É participante do Grupo de Formação de professores em Línguas (UFPR). Além disso, é membro da equipe multidisciplinar da UAB – CIPEAD/UFPR na área de acessibilidade. Idealizadora do Projeto HQ’s Sinalizadas. Atua nos seguintes temas: linguística aplicada, linguística das línguas de sinais, gêneros textual/discursivo, história em quadrinhos.
Prefácio
Recebi um convite para avaliar um trabalho feito em forma de Histórias em quadrinhos. Não imaginava o que ia encontrar pela frente…
Um trabalho que, por si só, desperta emoção, evoca sensações claras sobre o que é ser diferente numa sociedade que não entende o silêncio. Uma história também silenciosa que mostra um caminho que é percorrido por muitos e percebido por poucos… um caminho que mostra como é construído um caminho de sofrimento gerado pela exclusão… e que também mostra para onde caminha quem percorre caminhos de exclusão.
A história evoca a necessidade de aprendermos a decodificar o silêncio e a dar voz a quem silenciosamente chora por vivenciar o não pertencer e o que é estar à margem de uma sociedade que vive de gritos, barulhos, música alta e incapacidade de ouvir. A personagem que “ouve” a voz inaudível e que compreende os dramas de cada um dos personagens, e que “fala” numa linguagem concreta, ainda que silenciosa, nos remete à importância de desenvolvermos formas empáticas de acolhimento e de métodos alternativos aos métodos do mundo barulhento…
O trabalho elaborado pela Lucas, orientado pela Kelly e ilustrado pelo Alexandre me surpreendeu pela beleza estética e pela capacidade de tocar a alma de quem “lê”. Desejo que seja instrumento de transformação, que vá longe e atinja todos os lugares de silêncio, fazendo um barulho imenso por onde passar… Obrigada pela lição e pela oportunidade de participar deste momento.
Karim Xavier da Silva
Psicóloga Psicodramatista
Pósfácio
A depressão é hoje um dos principais problemas de saúde a nível mundial. Trata-se de um problema de saúde mental, com consequências sérias na saúde física, no bem-estar e na qualidade de vida de milhões de pessoas. Assim, a depressão não escolhe pessoas. Ela atinge todos, independentemente da idade, gênero, condições sociais ou quaisquer características pessoais.
Ao longo da nossa vida, todos passamos por vivências de perda de alguém ou de algo, e isso nos deixa, inevitavelmente, tristes. Faz parte da nossa humanidade enfrentar a tristeza e com ela ficarmos mais fortes. E entender que perder faz parte da nossa vida mental saudável, por mais sofrimento que tal perda possa nos trazer. Há, no entanto, momentos em que não estamos só tristes, mas em que aquilo que somos e a nossa capacidade para lidar com a vida estão ameaçados. É possível que nessa altura até nos sintamos sem saída, sem capacidade para lidar com o sofrimento, até ao ponto de levar a comportamentos bem autodestrutivos. Além disso, nos sentimos culpados ou envergonhados por nos sentirmos assim.
É aí que a depressão pode nos estar batendo à porta. E ela ultrapassa a nossa capacidade de lidar com a realidade e afeta a compreensão das coisas que vivemos. Para além disso, muitas vezes nem aceitamos que estamos deprimidos e precisamos de ajuda. Por isso, se foge de falar sobre o assunto com a família, amigos ou profissionais.
Vitor Franco
Psicólogo e pesquisador
Universidade de Évora-PT
Ressonância da Melancolia
Sinalário
Objetivo
Criação
Escuta Terapêutica
Você precisa fazer logged in para enviar uma avaliação.






Avaliações
Não há avaliações ainda.