Literatura como discurso: autoria feminina/diáspora negra
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Autoria: Júlia Almeida
Ano: 2025
Editora: Letraria
Páginas: 132
| Peso | 250 g |
|---|---|
| Dimensões | 21 × 14 × 1 cm |
Literatura como discurso: autoria feminina/diáspora negra
O que acontece quando a literatura nasce nas fronteiras? Este livro parte de uma pergunta provocadora para investigar como certas vozes criam, precisamente porque ocupam um lugar instável no mundo.
Para respondê-la, a pesquisadora Júlia Almeida recupera uma das grandes questões do pensamento contemporâneo: se a noção de espaço foi a grande chave de leitura do século XX, o conceito de paratopia de Dominique Maingueneau, na virada do século XXI, reafirma um paradigma pós-estruturalista em que fronteira, entrelugar, liminaridade e franjas ganham destaque interpretativo. Sua singularidade está em fazer da fronteira o lugar paradoxal de gestação de comunidades de artistas instados a se inscrever no mundo por um sistema institucional e autoral, ao mesmo tempo em que precisam se afastar do que é deles esperado para inventar as condições de sua própria criação.
É a partir desse conceito que o livro conceitua e analisa dois regimes de criação literária: a paratopia das escritoras revolucionárias da década de 1930 e a paratopia espacial das narrativas de deslocamento da diáspora afro-brasileira. Em ambos os casos, o deslocamento não é obstáculo, mas a própria matéria da escrita.
Uma leitura indispensável para quem se interessa por crítica literária, estudos de gênero, literatura antirracista e as relações entre discurso, identidade e criação.
Júlia Maria Costa de Almeida
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