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Ubuntu: reexistências feministas, negras e surdas
Neste livro, a pesquisadora e docente Diléia Aparecida Martins reúne reflexões sobre linguagem, identidade e ensino. O ponto de partida é a interseccionalidade. E o conceito africano de ubuntu, que reconhece a existência de cada pessoa em relação às outras, atravessa toda a obra.
A autora escreve a partir do próprio lugar: professora, negra, falante de Libras. Desde o início da carreira docente, ela se viu diante de tensões concretas: o racismo estrutural, o machismo e o baixo prestígio social atribuído às línguas de sinais. Com base no letramento de reexistência, Martins articula vivências, práticas pedagógicas e reflexões teóricas. O fio condutor é a pergunta sobre o que significa ensinar e aprender em meio a múltiplas formas de silenciamento.
Uma leitura essencial para educadores, intérpretes e pesquisadores. Especialmente para quem atua nas intersecções entre raça, gênero e surdez e busca referências para uma prática docente mais crítica e comprometida com a justiça social.
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