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Essa obra dá continuidade ao diálogo antirracista iniciado no livro “Minha mãe usa touca de cetim”, de Cintia Santos. Neste, a autora falou sobre o processo de transição capilar e da aceitação dos cabelos crespos. Agora, a história conta com a participação do papai e da vovó, que também contribuem para a luta antirracista. Entender que o pai também pode usar touca de cetim faz com que o filho desconstrua estereótipos machistas de objetos destinados a meninas e a meninos. A literatura pode ser uma potência para a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e liberal, na qual cada um pode ser o que quiser!





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